Fundamentos do sistema Linux – comandos do Linux


A linha de comando é o método mais usado por administradores de sistemas, pois é o que oferece o maior número de possibilidades, além de ser o método mais rápido de fazer as coisas. Nesse artigo, você terá uma lista detalhada dos principais comandos do GNU/Linux, divididos em categorias, com exemplos práticos de aplicação, incluindo associações com outros aplicativos.

Manipulação de arquivos e diretórios

ls

O comando ls exibe arquivos ou o conteúdo de um ou vários diretórios.

Sintaxe:

$ ls [opções] [arquivo]

Opções:

  • -a: Exibe arquivos ocultos;
  • -A: Não exibe os diretórios . e ..;
  • –author: Mostra o autor (criador) de cada arquivo;
  • -b: Exibe caracteres de escape octais no lugar dos caracteres que não podem ser vistos, como o espaço em branco;
  • –block-size=[tamanho]: Exibe o tamanho dos arquivos em múltiplos do número de bytes especificado nesse parâmetro;
  • -B: Não exibe arquivos de backup (terminados com ~);
  • -c: Lista os arquivos por ordem da data da última modificação;
  • -C: Exibe a listagem em colunas;
  • –color=[quando]: Controla quando as cores devem ser usadas para distinguir os tipos de arquivos. Os valores aceitos são:
    • never: Não usa cores pra nenhum tipo de arquivo;
    • always: Usar cores para todo tipo de arquivo;
    • auto: Seleciona quais arquivos serão exibidos em cores.
  • -d: Exibe o diretório especificado, e não o seu conteúdo;
  • -f: Ativa os parâmetros -a e -U e desabilita os parâmetros -l, -s e -t;
  • -F: Acrescenta um caracter gráfico ao final de cada arquivo para identificar o seu tipo;
  • -G: Não exibe informações dos grupos a que os arquivos pertencem;
  • -h: Exibe os tamanhos dos arquivos em uma forma legível (2K, 21M, 1G);
  • –si: Semelhante ao -h, mas usa múltiplos de 1000 bytes ao invés de 1024;
  • -H: Exibe os arquivos para os quais os links simbólicos apontam, ao invés de listar só o link;
  • -i: Exibe o número de índice (I-node) dos arquivos;
  • -I: Não exibe entradas que contiverem o padrão informado;
  • -k: Equivalente a –block-size=1k;
  • -l: Listagem detalhada, com diversas informações sobre os arquivos;
  • -L: Quando listar links simbólicos, lista o local para onde o link aponta, e não o link propriamente dito;
  • -m: Lista os arquivos em linhas, separando cada item com uma vírgula;
  • -n: O mesmo que o parâmetro -l, mas mostra as UID’s e GID’s ao invés dos nomes dos grupos;
  • -o: O mesmo que o parâmetro -l, mas não exibe as informações sobre o grupo;
  • -p: Adiciona um caracter para identificar o tipo do arquivo. O mesmo que -F, mas não utiliza o caracter * (asterisco);
  • -Q: Exibe os nomes das entradas entre ” (aspas duplas);
  • -r: Organiza a lista na ordem inversa;
  • -R: Lista recursivamente o conteúdo dos diretórios e subdiretórios do diretório atual;
  • -s: Exibe o tamanho de cada arquivo, em múltiplos de blocos (especificados com o parâmetro –block-size=[tamanho]);
  • -S: Organiza a lista de acordo com o tamanho do arquivo;
  • -t: Lista pela data de modificação;
  • -u: Organiza a listagem pela data do último acesso;
  • -U: Não organiza a listagem, exibindo os arquivos na seqüência em que estão gravadas no diretório;
  • -w: Ajusta o tamanho da tela para o número de colunas especificado;
  • -X: Organiza a listagem em ordem alfabética;
  • -1: Lista apenas um arquivo por linha;

Em [arquivo], devemos informar quais arquivos (arquivos, diretórios, dispositivos, links, etc.) devem ser listados. Se não for informado nada, será listado o conteúdo do diretório atual (.).

Pode-se também utilizar curingas para filtrar os arquivos que serão listados. Por exemplo, podemos usar ls *.sxw para listar somente os arquivos terminados em .sxw.

cd

O comando cd, sigla de change directory (selecionar diretório), serve para acessar um determinado diretório.

Sintaxe:

$ cd [diretório]

Lembrando a lista dos diretórios do sistema:

  • ..: Diretório acima do atual. Se você estiver no diretório /home/aluno/ e quiser acessar o diretório /home/, digite cd … Se quiser acessar o diretório /home/davidson/, digite cd ../davidson/;
  • ~: Diretório pessoal do usuário atual, ou seja, /home/[usuário]/;
  • -: Diretório anterior. Se você estava no diretório /etc/ e mudou para o diretório /home/, digite cd – para voltar ao diretório /etc/.

Se for usado sem parâmetro, ou seja, apenas cd, você será redirecionado para o diretório pessoal do usuário atual.

mkdir

O comando mkdir, abreviatura de make directory (criar diretório), é usado para criar um novo diretório.

Sintaxe:

$ mkdir [opções] [novo diretório]

Opções:

  • -m: Especifica as permissões que do novo diretório terá;
  • -p: Cria todos os diretórios e subdiretórios necessários;
  • -v: Exibe uma mensagem para cada diretório criado.

Em [novo diretório] devemos colocar os diretórios que queremos criar. Não é necessário digitar o caminho completo, caso queiramos criar um diretório dentro do diretório atual. Podemos criar vários diretórios com um único comando, bastando separá-los com espaços. Se quiser que o nome do novo diretório tenha espaços em branco, escreva-o entre aspas duplas, dessa forma:

$ mkdir /home/davidson/”diretório com espaços em branco”

rmdir

Esse comando é utilizado para apagar um diretório vazio.

Sintaxe:

$ rmdir [opções] [diretório]

Opções:

  • -p: Remove os diretórios-pai do diretório selecionado, se possível. Assim, o comando rmdir -p a/b/c/ vai apagar o diretório a/b/c/, depois o diretório a/b/ e por fim o diretório a/, se possível;
  • -v: Mostra os detalhes da remoção dos diretórios.

Podem ser especificados mais de um diretório por vez. O rmdir só remove diretório vazios.

pwd

pwd, sigla de print working directory (exibir diretório de trabalho), exibe o diretório atual. É equivalente a echo $PWD.

Uso:

$ pwd

cat

O comando cat concatena arquivos e imprime na saída padrão (exibe na tela). Em arquivos, usamos o cat para listar seu conteúdo na tela. Com o uso de direcionadores, podemos usá-lo para unir diferentes arquivos em um só, dentre outra funções.

Sintaxe:

$ cat [opções] [arquivo]
Opções:

  • -b: Numera as linhas, com exceção das linhas em branco;
  • -E: Mostra um “$”? (cifrão) para indicar fim de linha;
  • -n: Numera todas as linhas, incluindo as em branco;
  • -s: Não mostra mais do que uma linha em branco. Se houver duas ou mais linhas em branco consecutivas, elas são truncadas e apenas uma é mostrada;
  • -T: Substitui tabulações pelos caracteres “^I”?;
  • -v: Substitui os caracteres não imprimíveis por símbolos, exceto tabulações e final de linha.

Exemplos de uso:

$ cat [arquivo1 arquivo2 arquivo3 … arquivoN] > [arquivo]

Isso pode ser usado em qualquer tipo de arquivo, inclusive arquivos binários. É prática comum utilizar isso para juntar arquivos de vídeo grandes, como filmes, que muitas vezes são divididos em várias partes.

Veja no exemplo abaixo, como unir as 2 partes do filme Matrix em um único arquivo:

$ cat the-matrix_part-1.mpeg the-matrix_part-2.mpeg > the-matrix.mpeg

Vale lembrar que tal procedimento não é corretamente executado com arquivos AVI.

tac

tac faz o mesmo que o cat, mas exibe o arquivo pela ordem inversa, ou seja, começando pela última linha e terminando com a primeira.

Uso:

$ tac [arquivo]

touch

O comando touch é usado atualizar as informações sobre as datas de último acesso e última modificação de um arquivo.

Sintaxe:

$ touch [opções] [arquivo]

Se o arquivo não existir, ele é criado, por padrão. Isso faz o touch ser muito utilizado para criar arquivos vazios, através do comando touch [arquivo].

Opções:

  • -a: Modifica apenas a data do último acesso;
  • -c: Não cria arquivos, caso eles não existam;
  • -m: Modifica apenas a data de modificação;
  • -t: A data e hora a ser utilizada para o último acesso ou última modificação. O formato utilizado é MMDDhhmm (mês, dia, hora e minuto);
cp

cp, abreviação de copy (copiar), é utilizado para copiar arquivos e diretórios de um local para outro, com o mesmo nome ou com nome diferente.

Sintaxe:

$ cp [opções] [origem] [destino]

  • -b: Cria um arquivo dos arquivos de destino se eles estiverem para ser sobrescritos;
  • -P: Quando tratar de links simbólicos, copia o link, e não o local para onde o link aponta;
  • -f: Operação forçada. Se um dos arquivos de destino não puder ser aberto, apaga-o e repete a operação;
  • -i: Pede confirmação antes de sobrescrever um arquivo;
  • -L: Quando tratar de links simbólicos, copia o local para o onde o link aponta, e não o link;
  • -p: Preserva as propriedades do arquivo (permissões, dono e datas);
  • –preserve=[propriedade]: Escolhe quais propriedades preservar, separadas por vírgula. Podem ser:
    • mode: Preserva as permissões;
    • ownership: Preserva a informação de dono do arquivo;
    • timestamp: Preserva as datas de acesso e modificação.
  • –no-preserve=[propriedade]: Escolhe quais propriedades não devem ser preservadas. As opções são as mesmas que do parâmetro –preserve;
  • -R ou -r: Modo recursivo, copia todos os arquivos e subdiretórios do diretório especificado. Esse parâmetro deve ser usado para copiar diretórios inteiros;
  • –target-directory=[diretório]: Especifica para qual diretório devem ser copiados os arquivos/diretórios especificados;
  • -u: Copia apenas os arquivos novos. Se um arquivo que estiver sendo copiado já existir no diretório de destino, sua cópia será ignorada;
  • -v: Mostra os detalhes da cópia dos arquivos.

Exemplos de uso:

Para copiar o arquivo file.gz para o diretório /tmp/:

$ cp file.gz /tmp

Para para fazer uma cópia do arquivo file.gz com o nome file-copia.gz:

$ cp file.gz file-copia.gz

Para copiar os arquivos file1, file2 e file3 para o diretório /home/davidson/doc/:

$ cp file1 file2 file3 /home/davidson/doc

Para copiar o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ cp -r img /tmp/upload

Para copiar os arquivos file1, file2 e file3 e o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ cp -r file1 file2 fil3 img /tmp/upload

mv

Utilizamos o mv mover ou renomear arquivos.

Sintaxe:

$ mv [opções] [destino]

Opções:

  • -b: Cria um backup dos arquivos de destino, se eles forem sobrescritos;
  • -f: Força as operações, sem fazer perguntas caso seja necessário sobrescrever arquivos e outros;
  • -i: Modo interativo, pede confirmação para sobrescrever arquivos;
  • –target-directory=[diretório]: especifica o diretório de destino para os arquivos;
  • -u: Só move os arquivos novos. Se o arquivo que está sendo movido já estiver presente no diretório de destino, ele é ignorado;
  • -v: Mostra os detalhes do processo de movimentação.

Exemplos de uso:

Para mover o arquivo file1 para o diretório /home/davidson/doc/:

$ mv file1 /home/davidson/doc

Para mover o diretório /home/davidson/doc/ para /tmp/upload/:

$ mv /home/davidson/doc /tmp/upload

Para renomear o arquivo package.tar.gz para pacote.tar.gz:

$ mv package.tar.gz pacote.tar.gz

Para mover o arquivo file1 e o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ mv file1 img /tmp/upload

rm

rm é utilizado para excluir arquivos.

Sintaxe:

$ rm [opções] [arquivo]

Opções:

  • -f: Modo forçado, não pede confirmação para realizar as operações;
  • -i: Pede confirmação antes de remover qualquer arquivo;
  • -R, -r: Exclui recursivamente todo o conteúdo do diretório e o próprio diretório. Quando quiser excluir um diretório que não está vazio, utilize esse parâmetro;
  • -v: Mostra os detalhes das exclusões.
ln

Esse é o comando utilizado para criar links, simbólicos ou absolutos.

Sintaxe:

$ ln [opções] [alvo] [nome do link]

Opções:

  • -b: Se houver um arquivo com o mesmo nome do link que está sendo criado no diretório de destino, cria um backup do arquivo existente;
  • -d: Permite ao administrador do sistema (root) criar um hardlink (link absoluto) para um diretório;
  • -f: Força a criação dos links;
  • -n: Trata um link simbólico pra um diretório como se fosse um arquivo normal;
  • -i: Pergunta antes de remover arquivos existentes;
  • -s: Cria um link simbólico;
  • –target-directory=[diretório]: Especifica em qual diretório o link deve ser criado;
  • -v: Exibe o nome de cada link antes de criá-lo.

Exemplos de uso:

Se você quiser criar um link simbólico para o arquivo /home/davidson/doc/ no diretório atual, com o mesmo nome do diretório real (no caso, doc):

$ ln -s /home/davidson/doc

Se você quiser fazer a mesma coisa, mas preferir que o link criado tenha o nome “documentos”:

$ ln -s /home/davidson/doc documentos

Se você quiser criar um link absoluto (hardlink), oculte o parâmetro -s:

$ ln /home/davidson/doc

cmp

Esse comando é utilizado para comparar dois arquivos e mostrar a primeira diferença entre eles. Use para certificar-se de que dois arquivos possuem ou não o mesmo conteúdo.

Sintaxe:

$ cmp [opções] [arquivo1] [arquivo2]

Opções:

  • -b: Imprime os bytes que são diferentes entre si;
  • -i [n]: Não considera os primeiros [n] bytes de cada arquivo;
  • -l: Mostra os número dos bytes e os valores diferentes;
  • -s: Não mostra nenhum detalhe, apenas sai com status 1 se alguma diferença for encontrada.

Exemplos de uso:

Vamos comparar os arquivos file1 e file2:

$ cmp file1 file2
file1 file2 differ: byte 10, line 2

diff

Esse comando compara dois arquivos de texto e mostra as diferenças entre eles.

Sintaxe:

$ diff [opções] [arquivo1] [arquivo2]

Opções:

  • -i: Ignora as diferenças de letras maiúsculas/minúsculas;
  • -E: Ignora as diferenças de tabulação;
  • -b: Ignora diferenças na quantidade de espaço em branco;
  • -w: Ignora qualquer espaço em branco;
  • -B: Ignora linhas em branco a mais ou a menos;
  • -a: Compara os arquivos como arquivos de texto, ainda que não sejam;
  • -u [n]: Mostra [n] linhas do conteúdo final do arquivo1, adicionadas as diferenças do arquivo2;
  • -q: Mostra apenas se o conteúdo dos arquivos são ou não diferentes;
  • -y: Mostra os arquivos em duas colunas, indicando as diferenças;
  • -t: Expande as tabulações, convertendo-as em espaços, na saída;
  • -r: Compara recursivamente todo o conteúdo de um diretório;
  • -S [arquivo]: Quando comparar diretórios, inicia a comparação pelo arquivo especificado.

Exemplos de uso:

Vamos considerar os arquivos file1 e file2, com o seguinte conteúdo:

$ cat file1
5 f j 33
diferença
2 a c 1
1 t 4 f
6 b c _
10 i r 3

$ cat file2
5 f j 33
2 a c 1
1 t 4 f
6 b c _
10 i r 3
outra diferença

Aplicando o diff nos dois arquivos, temos o seguinte retorno:

$ diff file1 file2
2d1
< diferença
6a6
> outra diferença

O diff exibe informações sobre o que é necessário fazer para que o conteúdo de file1 seja igual ao de file2. Nesse caso, 2d1 quer dizer que a diferença foi encontrada na linha 2, e que é necessário apagar (d = delete) a palavra diferença do arquivo file1. O 6a6 nos diz que a diferença foi encontrada na linha 6, e que é necessário adicionar (a = add) a linha outra diferença no arquivo file1.

O parâmetro -y exibe esses parâmetros de forma mais clara:

$ diff -y file1 file2
5 f j 33                                                        5 f j 33
diferença                                                     <
2 a c 1                                                         2 a c 1
1 t 4 f                                                         1 t 4 f
6 b c _                                                         6 b c _
10 i r 3                                                        10 i r 3
> outradiferença

Veja que os sinais de maior e menor (>, <) sempre apontam para a linha que é diferente. Se a diferença estiver no primeiro arquivo, listado à esquerda, ela deve ser apagada. Se a diferença estiver no segundo arquivo, listado à direita, ela deve ser adicionada.

O diff, quando usado em conjunto com o utilitário patch, fornece uma grande funcionalidade para atualizações. Um grande exemplo é o código-fonte do kernel Linux. Ao invés de gravar a nova versão do kernel inteira, é possível gravar a penas as diferenças entre eles, algo como:

$ diff [kernel-antigo] [kernel-novo] > diferenças.diff

E depois utilizar o utilitário patch para gravar as diferenças no kernel-antigo, fazendo-o ficar com o mesmo conteúdo de kernel-novo. A grande vantagem é que não é necessário o usuário baixar todo o kernel, que é muito grande, mas apenas o arquivo com as diferenças, bem pequeno.

patch

Utilizamos esse comando para atualizar as diferenças geradas através do comando diff. Suponhamos os arquivos file1 e file2, que são diferentes. Podemos criar as diferenças entre os dois arquivos com o comando diff:

$ diff file1 file2 > file.diff

Esse comando gera um arquivo file.diff com as diferenças entre os arquivos file1 e file2. Podemos agora usar o comando patch para aplicar as diferenças no arquivo file1, fazendo seu conteúdo ficar igual ao de file2:

$ patch file1 file.diff

Sintaxe:

$ patch [opções] [arquivo] [arquivo de patch] (para arquivos)
$ patch [opções] < [arquivo de patch] (para diretórios)

Opções:

  • -p [n]: Nível do diretório onde será aplicado o patch. Se [n] for 0, o patch será aplicado no diretório atual. Se for 1, será aplicado no diretório acima (..), se 2, 2 diretórios acima (../..) e assim por diante;
  • -b: Cria cópias dos arquivos originais antes de aplicar o patch;
  • -binary: Lê e grava usando o modo binário;
  • -d [diretório]: Muda para o diretório especificado antes de aplicar o patch;
  • -E: Remove arquivos vazios após a aplicação do patch;
  • -n: Interpreta o arquivo de patch como um .diff normal;
  • -N: Não desfaz patches já aplicados;
  • -s: Modo silencioso, não exibe mensagens de erro;
  • -u: Interpreta o patch em formato unificado. Use isso se o arquivo de patch foi gerado com diff -u.

Manipulação e filtragem de texto

grep

grep é utilizado para encontrar padrões em arquivos de texto, ou, em outras palavras, procura num arquivo todas as linhas que possuem a palavra ou expressão informada e as exibe na tela.

Sintaxe:

$ grep [expressão] [arquivo]

Assim, se você quiser varrer o arquivo /etc/fstab procurando pelas linhas que contém o texto “/dev/fd0”, digite:

$ grep /dev/fd0 /etc/fstab
/dev/fd0        /media/floppy0  auto    rw,user,noauto  0       0

Se o padrão informado não for encontrado no arquivo especificado, não é exibida nenhuma mensagem.

cut

cut é utilizado para selecionar colunas de texto em um arquivo. Suponhamos que você tenha um arquivo da seguinte forma:

A1 B1 C1
A2 B2 C2
A3 B3 C3

E precise, por algum motivo, que somente a terceira coluna seja exibida na tela, dessa forma:

C1
C2
C3

É exatamente isso que o cut fará para nós.

Sintaxe:

$ cut [opções] [arquivo]
Opções:

  • -c: Especifica quais caracteres serão exibidos;
  • -d: Especifica qual o caracter será usado como delimitador de campo;
  • -f: Lista dos campos que serão exibidos;
  • -s: Não exibe as linhas que não contém os delimitadores especificados em -d;
  • –output-delimiter=[string]: Utiliza a string (seqüência de caracteres) especificada como o delimitador dos campos na saída.

Exemplos de uso:

Considerando o arquivo lista.txt com o conteúdo mostrado acima, se quisermos exibir somente o quinto caracter de cada linha, usamos:

$ cut -c 5 lista.txt
1
2
3

Se quisermos exibir os primeiros 5 caracteres, utilizamos -5 ao invés de 5:

$ cut -c -5 lista.txt
A1 B1
A2 B2
A3 B3

Se quisermos exibir do quinto caracter em diante, usamos 5-, assim:

$ cut -c 5- lista.txt
1 C1
2 C3
3 C3

Por fim, para exibir do segundo até o sexto caracter:

$ cut -c 2-6 lista.txt
1 B1
2 B2
3 B3

Repare agora que o delimitador de cada coluna é o espaço em branco. Assim, se quisermos exibir apenas o primeiro campo, usamos:

$ cut -f1 -d’ ‘ lista.txt
A1
A2
A3

O parâmetro -f1 informa que queremos que seja exibido o primeiro campo, enquanto -d’ ‘ (dois acentos agudos separados por espaço) informa que o separador de campos é o espaço em branco. O parâmetro -d não precisa ser utilizado no caso de o arquivo utilizar TAB (tabulação) como separador de campos.

Seguindo esse raciocínio, se quisermos exibir os campos 1 e 3, usamos:

$ cut -f1,3 -d’ ‘ lista.txt
A1 C1
A2 C3
A3 C3

Com o uso do direcionador | (pipe) podemos processar o mesmo arquivo várias vezes com o cut, de modo a podermos fazer um processamento poderoso do arquivo de texto. Além disso, ele aceita a saída de outros programas como entrada, através do mesmo direcionador |.

head

Usamos esse comando para exibir as linhas iniciais de um arquivo.

Sintaxe:

$ head [opções] [arquivo]

Opções:

  • -c [-][n]: Sem o – (hífen), mostra os primeiros [n] bytes do arquivo. Com o -, mostra todos os bytes com exceção dos [n] últimos;
  • -n [-][n]: Sem o -, mostra as primeiras [n] linhas do arquivo. Com o -, mostra todas as linhas com exceção das [n] últimas;
  • -v: Imprime um cabeçalho com o nome do arquivo.

Exemplos de uso:

Para ver as primeiras 5 linhas do arquivo file, faça:

$ head -n 5 file
1
2
3
4
5

Se quiser exibir todas as linhas menos as 3 últimas:

$ head -n -3 file
1
2
3
4
5
6
7

more

Usamos esse comando para realizar a paginação de arquivos de texto cujo conteúdo não cabe na tela.

Sintaxe:

$ more [opções] [arquivo]

Opções:

  • -d: Exibe as mensagens [Press space to continue, ‘q’ to quit] (pressione espaço para continuar, ‘q’ para sair). Ao se pressionar espaço, a tela rola uma página inteira. Se for pressionada alguma tecla inválida, é exibida a mensagem [Press ‘h’ for instructions.] (pressione ‘h’ para instruções.);
  • -l: Evita que ocorram pausas toda vez que seja encontrado o caracter “^L” (alimentação de formulário) no texto;
  • -s: Se houver múltiplas linhas em branco num arquivo, trunca elas em apenas uma;
  • +/[padrão]: Começa a mostrar o texto a partir da primeira linha que contém o padrão informado;
  • +[número]: Especifica qual linha deve ser a primeira a ser mostrada;
  • -[número]: Especifica o tamanho da tela, em linhas.

Assim, quando quiser ler um texto muito extenso sem precisar abrir um editor de textos para isso, use o more. O texto será exibido até ocupar a tela inteira, e então aparecerá um prompt escrito “–More–(xx%)”. Presssione Enter para rolar o texto linha por linha. Se quiser cancelar a exibição e voltar para o prompt de comando, pressione “q”.

É possível usar o more para exibir vários arquivos seqüencialmente. Basta informar todos os arquivos separados por espaço.

less

O less tem a mesma utilidade do more, com a vantagem de poder rolar o texto exibido para cima e para baixo através do uso dos direcionais, além de contar com um localizador de texto. Para digitar o padrão que você deseja procurar precedido de / (barra).

Sintaxe:

$ less [arquivo]

sort

Usamos esse comando para classificar as linhas de um arquivo de texto.

Sintaxe:

$ sort [opções] [arquivo]

Opções:

  • -b: Ignora linhas em branco;
  • -d: Descarta quaisquer linhas iniciadas com caracteres que não sejam espaço em branco ou alfanuméricos;
  • -f: Ignora a diferença entre caracteres maiúsculos e minúsculos;
  • -r: Exibe a lista na ordem inversa;
  • -n: Organiza os números na ordem aritmética. Sem essa opção, a seqüência de caracteres 100, 10, 50 seria exibida na ordem 10, 100, 50. Com a opção -n, eles são exibidos na ordem 10, 50, 100;
  • -c: Verifica se o arquivo já está organizado. Se não estiver, retorna a mensagem disorder on [arquivo] (desordem em [arquivo]);
  • -o [arquivo]: Grava a saída do comando sort no arquivo especificado;
  • -m [arquivo1] [arquivo2]: Combina o conteúdo dos dois arquivos gerando um único arquivo. Esse comando só funciona se ambos os arquivos já estiverem ordenados;
  • -i: ignora os caracteres fora da faixa octal ASCII 040-0176;
  • -t [caracter]: Usa o caracter especificado ao invés de espaço em branco como delimitador durante a organização das linhas;
  • +[número 1] +[número 2]: Especifica qual campo (coluna) será usado como referência na organização. Os campos começam a ser contados de 0, e o separador de campos padrão é o espaço. Para selecionar outro delimitador, use o parâmetro -t. Os campos serão organizados de [número 1] até [número 2]. Se [número 2] não for especificado, os campos serão organizados de [número 1] até o final da linha;
  • -k [número 1] [número 2]: Idêntico ao parâmetro anterior, mas os campos começam a ser contados de 1.

Exemplos de uso:

Suponha que você tenha um arquivo file.list com o seguinte contéudo:

$ cat file.list
5 f j 33
2 a c 1
1 t 4 f
6 b c _
10 i r 3

Ao usarmos o comando sort, as linhas serão organizadas de acordo com a primeira coluna:

$ sort file.list
10 i r 3
1 t 4 f
2 a c 1
5 f j 33
6 b c _

Veja, entretanto, que temos um problema aqui: o 10 foi posto antes do 1, seguindo a ordem alfabética e não aritmética. Para corrigir isso, acrescentamos o parâmetro -n:

$ sort -n file.list
1 t 4 f
2 a c 1
5 f j 33
6 b c _
10 i r 3

Agora, se quisermos organizar as linhas tomando como referência a segunda coluna ao invés da primeira, fazemos o seguinte:

$ sort +1 file.list
2 a c 1
6 b c _
5 f j 33
10 i r 3
1 t 4 f

Podemos obter o mesmo resultado de outra forma:

$ sort -k 2 file.list
2 a c 1
6 b c _
5 f j 33
10 i r 3
1 t 4 f

Por fim, para gravar o resultado no arquivo fileorder.list, basta acrescetar o parâmetro -o fileorder.list.

tail

Esse comando é utilizando para mostrar as últimas linhas de um arquivo de texto.

Sintaxe:

$ tail [opções] [arquivo]

Opções:

  • -c [n]: Exibe apenas os últimos [n] bytes do arquivo;
  • -n [n]: Exibe as últimas [n] linhas do arquivo;
  • -f: Fica monitorando o arquivo, e exibe todas as novas linhas adicionadas a ele, em tempo real. Isso é muito utilizado para monitorar arquivos de log.
wc

Conta o número de linhas, palavras, caracteres e bytes nos arquivos.

Sintaxe:

$ wc [opção] [arquivo]

Opções:

  • -c: Exibe apenas o número de bytes;
  • -m: Exibe o número de caracteres;
  • -l: Exibe o número de linhas;
  • -L: Exibe o comprimento, em caracteres, da maior linha do arquivo;
  • -w: Exibe o número de palavras encontradas.

Se for usado sem argumentos, o wc exibe o número de linhas, palavras e caracteres do arquivo, respectivamente:

$ wc file.list
20 42 file.list

Pesquisa e informações

find

find (procurar, em inglês) é uma ferramenta que utilizamos para localizar arquivos ou diretórios no sistema de arquivos.

Sintaxe:

$ find [opções] [caminho] [expressão] [ações]

Opções:

  • -amin [n]: Procura arquivos que foram acessados há [n] minutos atrás;
  • -anewer [arquivo]: Procura arquivos que foram acessados depois do [arquivo];
  • -atime [n]: Procura arquivos que foram acessados há [n] dias atrás;
  • -cmin [n]: Procura arquivos que tiveram seu status alterado há [n] minutos atrás;
  • -cnewer [arquivo]: Procura arquivos que tiveram seu status alterado depois do [arquivo];
  • -empty: Procura arquivos vazios e que sejam como arquivos regulares ou diretórios;
  • -fstype [tipo]: Procura apenas arquivos que estejam gravados em sistemas de arquivos do tipo especificado;
  • -gid [n]: Procura por arquivos cujo GID seja [n];
  • -group [grupo]: Procura por arquivos que pertençam ao grupo informado;
  • -inum [n]: Procura o arquivo cujo I-node seja [n];
  • -mmin [n]: Procura arquivos que foram modificados a [n] minutos atrás;
  • -mtime [n]: Procura arquivos que foram modificados a [n] dias atrás;
  • -name [expressão]: Procura arquivos cujo nome coincida com a expressão digitada;
  • -newer [arquivo]: Procura arquivos que foram modificados depois do [arquivo];
  • -nouser: Procura arquivos cuja UID não esteja registrada no sistema;
  • -nogroup: Procura arquivos cuja GID não esteja resgistrada no sistema;
  • -path [expressão]: Realiza a busca nos diretórios que coincidam com a expressão informada;
  • -perm [permissões]: Procura arquivos que contenham as permissões informadas, no modo octal ou literal;
  • -perm [-/+][permissões]: Aplica as permissões informadas para os arquivos encontrados;
  • -regex [expressão]: Localiza os arquivos que coincidirem com a expressão regular informada. Lembre-se que expressões simples são diferentes de expressões regulares;
  • -size [n][b/c/k/w]: Localiza os arquivos cujo tamanho seja [n] múltiplos de:
    • b: 512 bytes;
    • c: 1 byte;
    • k: 1 kilobyte;
    • w: 2 bytes.
  • -type [tipo]: Procura por arquivos que sejam de um tipo específico:
    • b: dispositivo de bloco;
    • c: dispositivo de caracter;
    • d: diretório;
    • p: duto nomeado (FIFO);
    • f: arquivo regular;
    • l: link simbólico;
    • s: soquete.
  • -uid [número]: Procura por arquivos cuja UID seja igual ao [número];
  • -used [n]: Procura por arquivos que tenham sido acessados [n] dias após seu status ter sido modificado;
  • -user [usuário]: Procura por arquivos cujo dono seja o [usuário].

O caminho é o diretório dentro do qual se vai realizar a busca. Para buscar em todo o sistema de arquivos, deve-se colocar /. Se a busca for feita no diretório atual, pode-se ignorar esse parâmetro.

A expressão deve ser o nome do arquivo que se está procurando, com ou sem curingas. Essa expressão pode ser omitida dependendo da opção de pesquisa que se esteja utilizando.

Ações:

É possível realizar ações com os arquivos encontrados. Isso é muito útil quando é necessário realizar uma determinada operação com todos os arquivos do sistema que tenham determinadas características.

As principais ações que podem ser executados são:

  • -exec [comando] [prefixo]{}[sufixo] \;: Executa o comando nos arquivos encontrados. O comando pode ser qualquer programa do sistema. Os caracteres {} são substituídos pelo nome do arquivo encontrado. [prefixo] e [sufixo] são opcionais;
  • -ok [comando] [prefixo]{}[sufixo] \;: O mesmo que -exec, mas pergunta para o usuário antes de executar o comando em cada arquivo.
whereis

Localiza o executável, arquivo/diretório de configuração, diretórios de bibliotecas, arquivos compartilhados, código-fonte e caminho da página de manual do programa especificado.

Sintaxe:

$ whereis [opções] [programa]

Opções:

  • -b: Procura apenas pelo executável do programa;
  • -m: Procura apenas pela páginas de manual;
  • -s: Procura apenas pelo diretório do código-fonte;
  • -u: Procura no diretório atual por arquivos que não possuam alguma das entradas informadas.

Exemplos de uso:

Para ver a localização dos arquivos e diretórios do GIMP, utilizamos o whereis da seguinte forma:

$ whereis gimp
gimp: /usr/bin/gimp /etc/gimp /usr/lib/gimp /usr/share/gimp /usr/share/man/man1/gimp.1.gz

Onde:

  • /usr/bin/gimp: Executável;
  • /etc/gimp: Diretório contendo os arquivos de configuração;
  • /usr/lib/gimp: Diretório contendo as bibliotecas;
  • /usr/share/gimp: Diretório contendo os arquivos compartilhados;
  • /usr/share/man/man1/gimp.1.gz: Localização da página de manual.

Para saber apenas a localização da página de manual, utilizamos a opção -m:

$ whereis -m gimp
gimp: /usr/share/man/man1/gimp.1.gz

which

Exibe o caminho completo para o comando selecionado.

Sintaxe:

$ which [comando]

Exemplos de uso:

Para sabermos o caminho completo para comando grep, usamos:

$ which grep
/bin/grep

uname

Mostra o nome e a versão do kernel em uso.

Sintaxe:

$ uname [opções]

Opções:

  • -a: Exibe todas as informações;
  • -s: Exibe apenas o nome do kernel;
  • -n: Exibe apenas o nome da máquina na rede;
  • -r: Exibe apenas a série do kernel;
  • -v: Exibe apenas a versão do kernel;
  • -m: Exibe apenas a arquitetura de hardware;
  • -o: Exibe apenas o nome do sistema operacional.

Exemplos de uso:

$ uname -a
Linux bozo-athlon 2.6.8-2-k7 #1 Mon Jan 24 03:29:52 EST 2005 i686 GNU/Linux

Administração do sistema

fuser

Esse programa é utilizado para descobrir quais processos estão utilizando determinados arquivos ou soquetes.

Sintaxe:

$ fuser [-a/-s/-c] [-4/-6] [-n [espaço]] [-k [-i] [-[sinal]] ] [-muvf]

Parâmetros:

  • -a: Mostra todos os arquivos especificados na linha de comando. Por padrão, somente os arquivos que estão sendo usados por pelo menos um processo são mostrados;
  • -s: Modo silencioso;
  • -c: O mesmo que -m, usado para compatilidade com o padrão POSIX;
  • -4: Procura apenas por sockets de IPv4;
  • -6: Procura apenas por sockets de IPv6;
  • -n [espaço]: Especifica o espaço de nomes a usar. Pode ser:
    • file: o modo padrão, procura por arquivos;
    • udp: procura por portas UDP;
    • tcp: Procura por portas TCP:
  • -k: Matar os processos que estão acessando o arquivo;
  • -i: Pergunta antes de matar o processo;
  • -[sinal]: Informa qual o sinal deve ser usado para matar os processos. Só pode ser usado junto com o parâmetro -k;
  • -m: Utilize quando estiver se referindo ao um sistema de arquivos montado ou a um dispositivo de blocos montado;
  • -u: Exibe o nome do usuário que iniciou o processo que está utilizando o arquivo;
  • -v: Modo detalhado, com diversas informações sobre os processos.

Exemplos de uso:

Uma utilidade grande desse programa é a seguinte: suponhamos que você queria desmontar o disquete, e seja surpreendido por uma mensagem de erro, dizendo que o dispositivo de disquete está ocupado:

$ umount /dev/fd0
umount: /media/floppy0: device is busy
umount: /media/floppy0: device is busy

Se você não conseguir descobrir qual o processo que está “travando” o disquete, você pode fazer isso utilizando o fuser. Você precisará ser o administrador do sistema.

# fuser -m /dev/fd0
/dev/fd0: 2877

Agora, você pode matar o processo:

# kill 2877

Ou, se quiser, pode matar o comando automaticamente com o fuser:

# fuser -m -k /dev/fd0

Se o processo não for encerrado, utilize o sinal -9 para destrui-lo:

# fuser -m -k -9 /dev/fd0

Repare que, nesse caso, utilizamos -m porque se trata de um dispositivo de blocos, /dev/fd0. Se fosse um arquivo comum, esse parâmetro não seria usado.

Outro uso que pode ser usado por administrador de rede é procurar por processos que estejam utilizando determinadas portas. Por exemplo, pra saber qual o processo que está utilizando a porta TCP 445, utilizamos:

# fuser -n tcp 445
445/tcp: 2674

df

Mostra o espaço utilizado de cada partição.

Sintaxe:

$ df [opção] [partição]

Opções:

  • -a: Inclui na verificação os sistemas de arquivos com 0 blocos;
  • -B [tamanho]: Usa blocos do tamanho especificado;
  • -h: Exibe os tamanhos num formato de fácil compreensão (1K, 23M, 2G);
  • -H: Igual ao -h, mas usa múltiplos de 1000 ao invés de 1024;
  • -i: Mostra as informações dos inodes;
  • -k: O mesmo que -B 1K;
  • -l: Só exibe informações dos sistemas de arquivos locais;
  • -P: Usa o formato de saída POSIX;
  • –sync: Executa o sync antes de obter as informações;
  • -t [tipo]: Só mostra informações dos sistemas de arquivos do tipo especificado;
  • -T: Mostra qual o tipo do sistema de arquivos de cada partição exibida;
  • -x [tipo]: Mostra todos os tipos de sistemas de arquivos exceto o tipo especificado aqui.

Exemplos de uso:

Um exemplo simples:

$ df -h
Sist. Arq.              Tam     Usad    Disp    Uso%            Montado em
/dev/hda2               4,9G    3,1G    1,9G    63%             /
tmpfs                   59M     0       59M     0%              /dev/shm
/dev                    4,9G    3,1G    1,9G    63%             /.dev
none                    5,0M    744K    4,3M    15%             /dev
/dev/hda1               32G     5,4G    27G     17%             /mnt/windows

du

Esse comando, sigla de disk usage (uso de disco), é usado para estimar o espaço em disco usado pelos arquivos. Em outras palavras, usamos o du para saber o tamanho dos arquivos.

Sintaxe:

$ du [opções] [arquivo] Opções:

  • -a: Exibe o tamanho de todos os arquivos dentro dos subdiretórios do diretório especificado, e não somente dos arquivos imediatamente dentro do diretório;
  • –aparent-size: Exibe o tamanho aparente, que pode ser maior ou menor que o tamanho real, dependendo de fatores com fragmentação, blocos indiretos e similares;
  • -B [tamanho]: Exibe o tamanho dos arquivos em blocos do tamanho especificado;
  • -b: Igual a -B 1;
  • -c: Exibe uma linha com o tamanho total de todos os arquivos contabilizados;
  • -D: Quando usado para links simbólicos, considera o local para onde o link aponta e não o link em si. Só considera arquivos;
  • -h: Mostra os tamanhos de forma comprensível (2K, 32M, 1G);
  • -H: O mesmo que -h, mas usa blocos de 1000 ao invés de 1024;
  • -k: O mesmo que -B 1K;
  • -L: O mesmo que -D, mas considera qualquer tipo de arquivo;
  • -S: Não mostra o tamanho dos subdiretórios;
  • -s: Mostra apenas o tamanho total de cada item (arquivo ou diretório);
  • -x: Ignora arquivos que estejam em outro sistema de arquivos;
  • -X [padrão]: Não contabiliza os arquivos que correspondam ao padrão informado;
  • -m: O mesmo que -B 1M.

Suponha que você esteja no diretório /home/davidson/, que contenha os seguintes arquivos e diretórios:

$ ls
arquivo de teste  Desktop  exe  iso           src    tmp
deb               doc      img  playlist.m3u  teste

Se quisermos ver o tamanho do arquivo playlist.m3u:

$ du playlist.m3u
8       playlist.m3u

O tamanho é exibido em KB. No caso, o arquivo tem 8 KB.

Se quisermos ver o tamanho do diretório img/:

$ du img
0       img/davidson
0       img/wallpapers
592     img/diagramacao
484     img/partition_magic
461     img/qtparted
1132    img/programacao_visual
4018    img

Veja que o tamanho em KB não é muito confortável. Usamos o parâmetro -h para que os valores sejam exibidos de uma forma compreensível:

$ du -h img
0       img/davidson
0       img/wallpapers
592K    img/diagramacao
484K    img/partition_magic
461K    img/qtparted
1,2M    img/programacao_visual
4,0M    img

Podemos também querer que sejam contabilizados os arquivos dos subdiretórios img/davidson/ e img/wallpapers/. Nesse caso, usamo o parâmetros -a:

$ du -h -a img
673K    img/bozo.bmp
44K     img/bozo.zip
0       img/davidson
0       img/wallpapers
16K     img/davidson_80x60.png
52K     img/davidson_cabeludo.jpg
172K    img/diagramacao/linux_magazine_distribuicoes.pdf
136K    img/diagramacao/linux_magazine_segurando_desktop.pdf
284K    img/diagramacao/linux_magazine_jogos.pdf
592K    img/diagramacao
28K     img/partition_magic/Thumbs.db
84K     img/partition_magic/pqmagic001.jpg
92K     img/partition_magic/pqmagic002.jpg
28K     img/partition_magic/pqmagic003.jpg
96K     img/partition_magic/pqmagic004.jpg
28K     img/partition_magic/pqmagic005.jpg
100K    img/partition_magic/pqmagic006.jpg
28K     img/partition_magic/pqmagic007.jpg
484K    img/partition_magic
565K    img/kacique01 .jpg
16K     img/qtparted/snapshot01.png
20K     img/qtparted/snapshot04.png
16K     img/qtparted/snapshot10.png
12K     img/qtparted/snapshot11.png
12K     img/qtparted/snapshot12.png
12K     img/qtparted/snapshot13.png
32K     img/qtparted/qtparted001.jpg
40K     img/qtparted/qtparted002.jpg
32K     img/qtparted/qtparted003.jpg
24K     img/qtparted/qtparted004.jpg
28K     img/qtparted/qtparted005.jpg
48K     img/qtparted/snapshot1.png
16K     img/qtparted/snapshot2.png
16K     img/qtparted/snapshot3.png
52K     img/qtparted/snapshot4.png
16K     img/qtparted/snapshot5.png
16K     img/qtparted/snapshot6.png
20K     img/qtparted/snapshot7.png
16K     img/qtparted/snapshot8.png
16K     img/qtparted/snapshot9.png
461K    img/qtparted
280K    img/programacao_visual/ferrari001.png
284K    img/programacao_visual/ferrari002.png
272K    img/programacao_visual/ferrari003.png
28K     img/programacao_visual/Thumbs.db
268K    img/programacao_visual/tux.png
1,2M    img/programacao_visual
4,0M    img

Essa lista ficou bem extensa. Se quisermos exibir somente o tamanho total de cada diretório, retiramos o parâmetro -a, acrescentamos o parâmetro -s, e nos referenciamos a img/* ao invés de img:

$ du -h -s img/*
673K    img/bozo.bmp
44K     img/bozo.zip
0       img/davidson
16K     img/davidson_80x60.png
52K     img/davidson_cabeludo.jpg
592K    img/diagramacao
565K    img/kacique01 .jpg
484K    img/partition_magic
1,2M    img/programacao_visual
461K    img/qtparted
0       img/wallpapers

Dessa última forma, porém, o tamanho total do diretório não foi informado. Para isso, basta acrescentar o parâmetro -c:

$ du -h -s -c img/*
673K    img/bozo.bmp
44K     img/bozo.zip
0       img/davidson
16K     img/davidson_80x60.png
52K     img/davidson_cabeludo.jpg
592K    img/diagramacao
565K    img/kacique01 .jpg
484K    img/partition_magic
1,2M    img/programacao_visual
461K    img/qtparted
0       img/wallpapers
4,0M    total

free

Comando muito utilizado para análise do desempenho do sistema, o free exibe informações sobre o uso de memória pelo computador.

Sintaxe:

$ free [-b / -k / -m] [-o] [-s delay ] [-t]

Parâmetros:

  • -b: Exibe as quantidades em bytes;
  • -k: Exibe as quantidades em kilobytes;
  • -m: Exibe as quantidades em megabytes;
  • -o: Não exibe a linha -/+ buffers/cache;
  • -s [tempo]: Especifica o intervalo de tempo, em segundos, entre as atualizações das informações. Se esse parâmetro não for usado, é exibida apenas uma informação. Se usado, vai exibindo as informações indefinidamente no intervalo de tempo definido, até que o usuário pressione CTRL + C;
  • -t: Exibe uma linha com os valores totais;

Vejamos o uso mais comum do free:

$ free
total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:        118880     116508       2372          0       2432      38216
-/+ buffers/cache:      75860      43020
Swap:       514040     127604     386436

Aqui temos as seguintes informações:

  • Memória RAM total: 118880 KB
  • Memória RAM usada: 116508 KB
  • Memória RAM livre: 43020 KB
  • Informações em buffer: 2432 KB
  • Informações em cache: 38216 KB
  • Memória swap total: 514040 KB
  • Memória swap usada: 127604 KB
  • Memória swap livre: 386436 KB
  • Buffers/Cache usados: 75860 KB
  • Buffers/Cache livres: 43020 KB

A exibição em KB pode não ser muito confortável. Se quiser que os tamanhos sejam exibidos em MB, utilize o parâmetro -m:

$ free -m
total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:           116        114          1          0          2         40
-/+ buffers/cache:         71         44
Swap:          501        124        377

time

Esse é um comando muito útil para medir o desempenho do sistema. Com o time podemos medir o tempo, em segundos, necessários para executar um processo ou programa.

Sintaxe:

$ time [opções] [comando]

Opções:

  • -o [arquivo]: Grava as estatísticas coletadas durante a execução do comando para o arquivo especificado, para análise posterior;
  • -a: Quando usado junto com o parâmetro -o, não apaga o conteúdo do arquivo ao gravar as estatísticas;
  • -v: Exibe os detalhes da execução do comando.

Assim, suponha que você tenha um script de backup, e queira saber quanto tempo ele demora para ser executado:

$ time backup
real    0m39.054s
user    0m28.560s
sys     0m0.689s

O campo real nos mostra quanto tempo o processo demorou para ser executado. No caso, 39,054 segundos. O campo user informa quanto tempo a CPU gastou processando apenas os dados do comando. Nesse exemplo, 28,560 segundos. O campo sys informa qual o intervalo média de espera da CPU entre cada ciclo de processamento dos dados do comando. Aqui, o tempo foi de 0,689 segundos.

uptime

Mostra o período em que o sistema permaneceu em processamento desde que foi ligado.

Uso:

$ uptime

O uptime não possui parâmetros. Basta digitar uptime no terminal. Veja um exemplo:

$ uptime
16:40:18 up  7:48,  3 users,  load average: 0.43, 0.29, 0.26

Aqui, vemos que o computador esteve ligado por 16:40 horas, mas só esteve em processamento durante 7:48 horas. Durante esse período, 3 usuários acessaram o sistema, e a carga média do sistema, que vai de 0 a 1, foi de 0,43 no último 1 minuto, 0,29 nos últimos 5 minutos e 0,26 nos últimos 15 minutos.

dmesg

Esse comando é utilizado para ver as mensagens de inicialização do sistema. Útil para analisar eventuais mensagens de erro exibidas devido a qualquer problema que esteja ocorrendo durante a inicialização.

Sintaxe:

Como as mensagens são muito extensas, utilize o more ou o less para visualizar as informações:

$ dmesg | more
$ dmesg | less

echo

Exibe mensagens na tela. Esse comando é utilizado principalmente para a construção de scripts de sistema.

Sintaxe:

$ echo [opções] [cadeia de caracteres]

Opções:

  • -n: Não insere uma nova linha;
  • -e: Ativa a interpretação de caracteres de escape, listados a seguir:
  • \NNN: Código ASCII octal do caracter;
  • \\: Barra invertida (\);
  • \a: Alerta sonoro (beep);
  • \b: Backspace;
  • \c: Não exibe a linha de final de arquivo;
  • \f: Alimentação de formulário (form feed);
  • \n: Nova linha;
  • \r: Retorno de carro (carriage return);
  • \t: Tabulação horizontal;
  • \v: Tabulação vertical.

Exemplos de uso:

$ echo “Projeto Bozolinux”
Projeto Bozolinux

$ echo -e “Primeira linha\nSegunda linha\n\tTerceira linha com tabulação horizontal”
Primeira linha
Segunda linha
Terceira linha com tabulação horizontal

Com o uso de direcionadores, pode-se usar o echo para inserir texto em arquivos, com a seguinte sintaxe:

$ echo [mensagem] [> / >>] [arquivo]

Onde > apaga o conteúdo o arquivo, se existir, e >> adiciona o texto no final do arquivo.

Exemplos de uso:

$ echo -n > /etc/modules

Apaga o conteúdo do arquivo /etc/modules.

$ echo -e “192.168.0.35\tdavidson.bozolinux.org\tdavidson” >> /etc/hosts

Adiciona a seguinte linha no arquivo /etc/hosts:

192.168.0.35       davidson.bozolinux.org davidson

su

Esse comando é utilizado para um usuário assumir os privilégios de outro usuário do sistema.

Sintaxe:

$ su [opções] [usuário]

A digitar o comando é necessário digitar a senha do usuário selecionado. Se nenhum usuário for especificado, o sistema entende que o usuário quer assumir os privilégios de administrador do sistema (root).

Uma opção muito útil é o parâmetro -c, que permite executar um comando específico com os privilégios do usuário selecionado, e ao término da execução perder esses privilégios.

Exemplos de uso:

Um exemplo é a compilação de um pacote. O comando make install, que faz a instalação propriamente dita do pacote, só pode ser executado pelo usuário root. Assim, temos que fazer o seguinte:

$ su
password:
# make install
# exit

Ao invés disso, podemos simplesmente digitar:

$ su -c “make install”
password:

O comando será executado e, ao seu término, perdemos os privilégios de administrador de sistema.

sync

Esse comando é utilizado para gravar os dados armazenados em cache nos locais apropriados. O uso mais comum é para gravar os dados em unidades de disco removível, geralmente disquete.

Uso:

sync não possui parâmetros. Para usá-lo, execute:

$ sync

reboot

Reinicia o computador. Por padrão, somente o root pode executar esse comando.

Sintaxe:

# reboot

shutdown

Usado para desligar o sistema. Por padrão, somente o root pode executar o shutdown.

Sintaxe:

# shutdown [opções] [hora] [mensagem de alerta]

Opções:

  • -t [tempo]: Espera o tempo especificado (em segundos) entre matar os processos e mudar de nível de execução;
  • -k: Não desliga o sistema, apenas envia a mensagem de alerta a todos os usuários que estão conectados;
  • -r: Reinicia o sistema após o desligamento;
  • -h: Desliga o computador;
  • -f: Não roda o utilitário fsck no caso de reiniciar o sistema;
  • -F: Força o uso do fsck no reinício do sistema;
  • -c: Cancela um processo de desligamento que esteja sendo executado no momento.

Em [hora] você pode especificar o horário exato para o sistema desligar, como 12:34, por exemplo, ou então utilizar +[n], para desligar o sistema daqui a [n] minutos. Para desligar o sistema imediatamente, use +0 ou a palavra now.

A mensagem de alerta será enviada a todos os usuários conectados ao sistema, para que eles tenham tempo de salvar seus arquivos e se desconectarem.

Exemplos de uso:

O uso mais comum do shutdown é para desligar o sistema o computador imediatamente:

# shutdown -h now

Utilitários de terminal

clear

Limpa a tela do terminal.

Uso:

$ clear

history

O comando history (histórico) mostra a lista dos últimos comandos executados pelo usuário corrente. Isso é útil quando há a necessidade de executar um comando extenso, com muitos parâmetros, do qual não consigamos nos lembrar, ou para fazer auditoria.

Sintaxe:

$ history [opções]

Exemplos de uso:

$ history
462  su
463   cd tmp
464  cd giFT
465  clear
466  ls
467  mv creed_-_inside_us_all.ogg /home/audio
468  xmms -e /home/audio/creed_-_inside_us_all.ogg
469  clear
470  ls
471  mv 04\ -\ Say\ I.ogg creed_-_say_i.ogg
472  clear
473  ls
474  mv Creed\ -\ Weathered.mp3 creed_-_weathered.mp3
475  clear
476  ls
477  mv Luciana\ Mello\ -\ Assim\ Que\ Se\ Faz.mp3 luciana_mello_-_assim_
que_se_faz.mp3
478  clear
479  ls
480  normalize-ogg –bitrate 192 creed_-_say_i.ogg
481  mv creed_-_say_i.ogg /home/audio/
482  xmms -e /home/audio/creed_-_say_i.ogg
483  clear
484  ls
485  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 creed_-_weathered.mp3
486  mv creed_-_weathered.ogg /home/audio
487  xmms -e /home/audio/creed_-_weathered.ogg
488  clear
489  ls
490  mv avalon\ -\ the\ creed\ -\ renew\ me.mp3 avalon_-_the_creed.mp3
491  clear
492  ls
493  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 luciana_mello_-_assim_que_se_faz.m
p3
494  clear
495  ls
496  mv luciana_mello_-_assim_que_se_faz.ogg /home/audio
497  xmms -e /home/audio/luciana_mello_-_assim_que_se_faz.ogg
498  su
499  giftd -d
500  giFTcurs
501  cd
502  clera
503  ls
504  clear
505  ls
506  apt-cache search java | more
507  su
508  giftd -d
509  ls dire || echo “O diretório não existe”
510  ls dire &> /dev/null || echo “O diretório não existe”
511  clear
512  ls
513  mv deb exe iso src download/
514  clear
515  ls
516  su
517  clear
518  history
519  history | more
520  cd /tmp
521  clear
522  history | tee log

Para executar novamente o comando apt-cache search java | more, basta anotar o seu número, e dar o comando:

$ !506

Para procurar um determinado comando, use o history em conjunto com o grep. Vamos, por exemplo, procurar pelo comando normalize, pra ver quais parâmetros devemos usar:

$ history | grep normalize
480  normalize-ogg –bitrate 192 creed_-_say_i.ogg
485  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 creed_-_weathered.mp3
493  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 luciana_mello_-_assim_que_se_faz.m
p3
503  history | grep normalize

Agora, podemos ver os parâmetros que usamos anteriormente.

Existem outros métodos de utilização do history, que podem ser vistos na sua página de manual:

$ man history

2 Responses to Fundamentos do sistema Linux – comandos do Linux

  1. reginaldo vicente da silva disse:

    achei maravilhoso todas as dicas, muito grato; Reginaldo

Conte-nos o que achou...

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