Apresentação de slides com áudio? Use o Imagination


Using Some Imagination

Autor original: Jesse Smith

Publicado originalmente no: distrowatch.com

Tradução: Roberto Bechtlufft

Todologo-dws nós já assistimos a apresentações de slides dos outros, ou forçamos nossos amigos a assistirem às nossas. Na maioria das vezes, são fotos de férias ou casamentos. Seja qual for o evento, essas apresentações costumam ser longas e não muito empolgantes. Seria uma boa incluir umas músicas ou comentários de áudio na apresentação, não seria? Pois aqui vai uma ferramenta de código aberto feita para isso: o Imagination.

Nas palavras do próprio site, “O Imagination é um programa leve e simples para a criação de apresentações de slides em DVD”, distribuído sob a GNU GPL. Mas o programa não se limita a vídeo em formato de DVD: com ele, o usuário também pode criar vídeos em ogg e Flash, oferecendo ao artista maior flexibilidade e a opção de atingir um público mais amplo. Embora haja outras ferramentas que façam coisas parecidas, uma das vantagens de se usar o Imagination, criação de Giuseppe Torelli, é que o projeto tenta minimizar as dependências, simplificando a instalação.

Ajuste das configurações

O Imagination se divide em quatro partes básicas: os menus no topo da janela; as configurações de slides, à direita; uma foto do slide atual, no centro da janela; e uma lista de todos os slides do projeto, na parte inferior da janela. Quando o programa é aberto pela primeira vez, todos os espaços estão vazios. Vamos ver como começar a criar nossa apresentação.

Primeiro, na barra de menus, clique no menu Slide e em Import pictures. Surgirá uma janela para a escolha das imagens que serão importadas. Geralmente a etapa seguinte é adicionar uma faixa de áudio para acompanhar a apresentação de slides. O processo é praticamente idêntico: clique no menu Slide e em Import music para importar o áudio. Uma coleção de miniaturas será exibida na parte de baixo da tela, com uma lista de faixas de áudio no canto inferior direito. Em ambos os casos, dá para mudar as coisas de lugar: as imagens podem ser arrastadas com o mouse, e as faixas de áudio têm botões convenientes para sua manipulação.

No canto superior direito temos a área de configurações do slide. Ali o usuário encontra uma lista das propriedades do slide selecionado. Temos as dimensões do slide, seu tempo de permanência na tela, o tipo de efeito cinemático que ocorrerá no fim do slide e o tempo total da apresentação. É possível selecionar vários slides ao mesmo tempo mantendo a tecla CTRL pressionada e clicando em mais slides. Também é fácil remover os slides indesejados, bastando destacá-los e escolher Delete no menu Slide.

Quando todos os slides estiverem na ordem certa e com suas devidas propriedades configuradas, basta ir até o menu Slideshow e clicar em Preview para uma prévia do resultado final. Se estiver tudo ok, é só voltar ao menu Slideshow e escolher Export. Isso chamará a função de exportação, que permite salvar de maneira simples sua apresentação em formato de DVD, ogg ou Flash. Não demora muito para o arquivo ser salvo, e não tive problemas com nenhum dos formatos acima.

Exportação da apresentação de slides

Pode parecer muito simples pegar as imagens e as músicas e misturar tudo para criar uma apresentação que faça jus às suas férias, mas o Imagination oferece ao usuário bastante flexibilidade. Cada slide pode ser ajustado individualmente, e a coleção inteira pode ser alterada. As faixas de áudio e os slides podem ser misturados, e os formatos de saída são adequados para reprodução em DVD ou exibição em sites.

Talvez você esteja se perguntando por que eu escolhi um programa tão específico para analisar desta vez. É claro que eu não acho que este aplicativo vá ser útil para todos no dia a dia, mas o que é interessante nele é seu estilo, e não seu propósito. Há vários detalhes de design que merecem destaque. Por exemplo, o Imagination faz basicamente uma coisa só, e isso ele faz muito bem. Não se trata de um conjunto de aplicativos que tenta ser player de áudio, gravador de CDs, servidor de arquivos e interface de mídia social. Ele assume uma tarefa específica, e a executa com classe. A interface é intuitiva e ajuda o usuário. Cada botão tem uma etiqueta que explica claramente sua função. Os controles são os habituais, e os menus não estão entupidos de coisas. O usuário tem a opção de usar os menus, a barra de ferramentas ou os atalhos de teclado para realizar a maioria das tarefas. É fácil de achar e operar o que você precisa. Nem há necessidade de manual. Outra coisa interessante do Imagination é que ele apresenta opções padrão bem pensadas, mas também oferece opções para quase tudo. As cores de fundo, a região do DVD, delays e efeitos visuais: tudo pode ser configurado.

O programa tem uma das interfaces gráficas de usuário mais caprichadas que já usei. Ela é simples e organizada, fácil de usar, e as poucas mensagens de erro que recebi foram muito úteis. Trata-se de um aplicativo com um foco pequeno, e que faz muito bem o seu trabalho.

Apêndice: cpulimit

Embora o Imagination seja muito bem feito, seu público-alvo não deve ser muito grande, então eu gostaria de mencionar outro programa que pode ser útil para meus amigos usuários do Linux. Seu nome é cpulimit, e ele também faz uma coisa só oferecendo um grupo de opções fáceis de entender. Já falamos em outra ocasião sobre o uso dos comandos nice e renice para ajustar a prioridade de um processo. Eles ajudam a garantir que seus programas rodem sem problemas, mas não impedem que os ciclos de CPU do seu computador disparem. Por vezes eles podem se úteis para limitar a fatia de processamento que um processo específico pode acessar em um dado momento: por exemplo, se você quiser que o trabalho de codificação de um vídeo não atrapalhe a compilação de um programa, ou para evitar que o processador do laptop fique em 100%, emitindo calor insanamente.

O programa cpulimit impede um processo de usar mais do que uma dada porcentagem do processador. Digamos que eu tenha iniciado o VirtualBox enquanto o sistema operacional hospedeiro realizava uma tarefa longa e entediante. Para impedir que o VirtualBox use mais do que 25% da CPU do hospedeiro, é só usar:

cpulimit -e VirtualBox -l 25

O comando também se aplicará a processos futuros com o mesmo nome, limitando a utilização dos mesmos. Outro exemplo: se tivermos mais de uma instância do programa em execução, podemos especificar o processo pelo PID:

cpulimit -p 10225 -l 25

Usado desta forma, o cpulimit continua em execução, mesmo após a morte do processo ao qual foi direcionado. Para garantir que o cpulimit interrompa seu funcionamento quando o processo que ele focava for encerrado (sem continuar interferindo com outros processos), use a opção -z. Por exemplo:

cpulimit -p 10225 -l 25 -z

O comando cpulimit precisa ser executado com direitos de administrador. Ele me tem sido útil para manter o controle sobre o processamento durante a utilização de máquinas virtuais, grandes trabalhos de codificação e backups enquanto realizo outras tarefas.

Créditos a Jesse Smithdistrowatch.com

Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>

Fonte: Guia do Hardware

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